Imersão de conhecimentos

Foi assim o nosso encontro com os pesquisadores do projeto “Equidade urbana em territórios do precário: ações socioespaciais participativas em Paraisópolis”, vinculado ao Programa de Inclusão e Diversidade Social na USP e seus campi, Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Seus coordenadores, os professores Manoel Rodrigues Alves (da FAU-USP) e Carlos Arturo Navas (do Insituto de Biociencias da USP) procuraram a Casa da Amizade e o ProSaber, convidando nossos estudantes a participarem de uma oficina de reconhecimento e pertencimento do território e Paraisópolis. A proposta era fazer nesta manhã de sábado um estudo do meio para conhecer o problema urbanistico e sanitário mais grave da comunidade: o Córrego do Antonico, palco inclusive em out/21 de um trágico desabamento de moradias instaladas sobre o corrego, que resultou em uma morte. Até então estávamos supondo que o estudo do meio seria uma atividade simples – não imaginávamos que se tornaria um evento denso, catalisando aprendizagem significativa para uma turma de crianças que na Casa da Amizade vinham estudando a Poluição dos Rios, em preparação para a XVII Mostra Cultural de Paraisopolis (tema Águas). Além das crianças da Casa da Amizade e Prosaber, participaram também estudamtes de graduação e pós graduação da USP, que ajudaram a compor um time de 50 curiosos interessados em explorar o territorío. Começamos fazendo a pé o trajeto da Casa da Amizade até o córrego do Antonico, com muita observação e registros. Paramos na Academia do Diniz, na área conhecida localmente como Caixa Baixa., para que pudéssemos ouvir de lideres comunitários locais – Guga e Diniz, que tambem fazem parte do Conselho Gestor de Urbanização de Paraisopolis – um pouco da história do córrego e da situação dos moradores do entorno. Para a alegria das crianças, tivemos até uma mini-aula de artes marciais – nem é preciso dizer que a meninada adorou! Fizemos novamente a pé (cerca de 25 min) o percurso de volta e já na Casa da Amizade, depois do lanche, iniciamos o estudo do grande mapa (fotografia aérea) disposto no centro da sala. A proposta era que as crianças pudessem reconhecer o território, identificando suas casas e as escolas que frequentam, os cenários que as incomodam, o que gostam, o que queriam melhorar no territorio e o que poderia funcionar como um bom local para brincar. Quando o assunto em questão foi a água do córrego, muitas falas surgiram. Ainda que não estivesse no roteiro da oficina, as crianças da Casa da Amizade quiseram orgulhosamente apresentar o filtro de carvão produzido durante aulas recentes de projeto. Foi gratificante saber que aparemente conseguimos atingir as expectativas do grupo de pesquisadores e ao mesmo tempo ir de encontro à finalização de um dos nossos projetos do contraturno escolar sobre Poluição da Água, a ser apresentado na XVII Mostra Cultural de Paraisópolis. No “day after” à oficina fizemos um exercicio muito interessante: os alunos que não participaram no passeio ouviram o relato daqueles que participaram e trabalharam sobre as fotografias aéreas do território para localizar onde moram e onde estudam. Este movimento sem dúvida promove o senso de pertencimento das crianças… Saber que a Casa da Amizade contribuiu para a realização de um proposta tão nobre nos faz acreditar mais uma vez que estamos no caminho certo, à luz da educação sempre (K.O.C.G).

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